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BNDES vai a NY preparar terreno para levantar recursos no exterior

Economia

POR Paulo Portaljipa EM 09/10/2017 ÀS 21:37:13

BNDES vai a NY preparar terreno para levantar recursos no exterior

RIO - No próximo mês, uma equipe do BNDES vai a Nova York conversar com agências de classificação de risco com o objetivo de melhorar o rating do banco e, assim, viabilizar a captação de recursos a juros mais baixos do que a taxa com que captaria hoje. A informação é do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que participou de evento no Rio nesta segunda-feira.



O banco vem sendo pressionado para devolver recursos ao Tesouro Nacional, mas alega que, caso devolva os R$ 130 bilhões pleiteados pela Fazenda em 2018, faltará dinheiro para crédito. Daí a necessidade de buscar novas fontes de recursos. O BNDES já se comprometeu a devolver R$ 50 bilhões este ano. A devolução é um pagamento antecipado relativo a empréstimos feitos pelo Tesouro ao banco de fomento no passado.

Segundo Paulo Rabello, o BNDES poderia ser classificado ao menos três pontos percentuais acima do risco soberano. Usualmente, os bancos de desenvolvimento têm notas de crédito iguais à de seus países de origem.

— O rating do banco está condicionado pelo teto soberano. O Brasil perdeu pontos na sua classificação de risco, mas vamos a Nova York mês que vem para abrir discussão com as agências de classificação (de risco) no sentido de postular que o banco tem condições de varar o teto soberano — disse Paulo Rabello que participou, nesta tarde, de homenagem a atletas brasileiros de canoagem, modalidade esportiva apoiada pela instituição.


ORGANISMOS MULTILATERAIS

O presidente do BNDES disse que já se reuniu com ao menos dois organismos multilaterais de fomento — o China Development Bank (CDB) e o Japan Bank for International Cooperation (Jbic) — e que ambos manifestaram interesse em fazer parcerias com o BNDES. Além deles, o New Devolepment Bank (o banco de desenvolvimento dos Brics) e a agência francesa de desenvolvimento, a AFD, também estão no radar do banco para ampliar a fonte de recursos.

Paralelamente, o BNDES avalia com o Codefat, o conselho do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT), mudanças na remuneração do Fundo, que é uma das principais fontes de financiamento do banco de fomento.

— O que acontece é que precisamos de tempo para escalonar essas fontes de fundos. E esse escalonamento não necessariamente casa com a emergência governamental da “regra de ouro” (pela qual o governo não pode usar crédito público para financiar custeio). Portanto, não há divergência alguma entre nós e a equipe da Fazenda (quanto à viabilidade de devolução ao Tesouro dos R$ 130 bilhões em 2018)




 

Fonte - O globo

 
 
 
 
 
 
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